quarta-feira, novembro 23, 2016

Circle of Infinity Lança Novo Videoclipe.

O Circle of Infinity, banda de Thrash/Death Metal de Limeira-SP lançou hoje (23 de novembro) o videoclipe da música "We Are Puppets" do álbum "Moments of Evil", lançado em 2015, de maneira independente. 

A banda está na estrada há muito tempo. Iniciaram as atividades em 1980 com o nome de "Massacre", que durou até 2013, quando foi rebatizada com o nome atual. No currículo possuem divisões de palco com grandes nomes do metal nacional e mundial, como Krisiun, Raven, Vader, Rotting Christ, etc. 

Confira o videoclipe abaixo, disponibilizado no canal da banda no YouTube:


terça-feira, novembro 22, 2016

Crystal Lake Inicia Gravações de Novo Álbum

Exatamente como Jason Voorhees, após todos acharem que seu fim havia chegado, o Crystal Lake retorna ainda mais forte para espalhar o terror. Foram quase seis anos de pausa até o retorno aos palcos, que ocorreu em maio deste ano. Com uma nova formação e um gás renovado, a banda proliferou o Thrash Metal veloz por cidades como Leme, Limeira, Cordeirópolis, Rio Claro e São Paulo.

E agora, nove anos após o último lançamento e álbum de estreia, os lemenses iniciam a gravação do sucessor de "Terror Machine". A banda ainda não divulgou muitos detalhes a respeito do novo trabalho. O que pode ser dito até o momento é que as gravações iniciaram-se nesta semana no dB Estúdio, na cidade de Leme-SP, sob a produção do baixista/backing vocal do Claustrofobia, Daniel Bonfogo. 

No vídeo abaixo, publicado no Facebook de um dos integrantes, o baterista Heraldo Habermann aparece gravando uma das novas músicas. 

video

sexta-feira, novembro 18, 2016

::Resenha:: Gammoth - Obliterate


Onze anos após o lançamento do debut album "Blunt Force Trauma", o Gammoth, banda de Death Metal da cidade de Leme, interior de São Paulo ressurge com um álbum completo. Intitulado "Obliterate", o full-length é o quinto lançamento da banda, que foi fundada em 2001 e ainda registrou uma demo em 2002 e dois EPs: "The Hacked Up And Buried" (2004) e "Caro Data Vermibus" (2013).

O álbum atual conta com uma alteração na formação: o baterista Renato Fialho, assumindo o posto que pertencera à Amaury Filho. 

"Obliterate" foi gravado, mixado e masterizado por Fabio Ferreira no MixMusic Estúdio na cidade de Amparo-SP entre os anos de 2015 e 2016. O álbum foi produzido pelo próprio Fabio e pela banda. A arte gráfica ficou a cargo do tatuador e amigo da banda Renato Baldin Junior e do guitarrista Carlos Henrique Eigenheer. A capa traz igrejas e sinagogas sendo bombardeadas, criaturas 'alienígenas-angelico-demoníacas' que parecem ter escapado de contos/jogos de terror e órgãos sexuais (não tão) escondidos.

"In Bloodshed We Will Meet" abre o álbum e o Gammoth não perdeu tempo com introduções algumas vezes desnecessárias e foi direto ao assunto. A desgraça sonora surge nocauteando os desavisados com um blast beat insano, como um ótimo cartão de visitas  do 'novo' baterista, Renato, acompanhado de um potente berro rasgado do baixista/vocalista Ulysses Carvalho. Ótimas bases e solos nesta faixa, lembrando alguns registros do Morbid Angel. 

"Death And Horror" começa com uma levada mais cadenciada e segue com alguns blast beats e boas passagens da cozinha. Bom trabalho dos vocais, intercalando entre grave e agudo. Riffs rápidos e marcantes, criando uma estrutura mais sombria para esta faixa. 

As guitarras merecem destaque em "Welcome To My Lair". A faixa inicia-se em um ótimo riff tocado em conjunto pelas guitarras sem o acompanhamento do restante da banda. Bateria e baixo juntam-se para completar o clima de terror criado pelo arranjo seguido por mais um blast beat. Dessa vez 'quase' cadenciado. A linha vocal que acompanha uma das melhores levadas do CD é cantada praticamente em sílabas, o que acaba dando uma ótima interpretação do vocalista para o depoimento psicótico contido na letra. Como se o mesmo quisesse deixar muito claro cada uma das palavras berradas. O arranjo da guitarra após o refrão contribui para a grande atmosfera criada. Sem dúvidas, uma das melhores faixas do trabalho. 

"Obscure Inoculation" é a faixa que ganhou um lyric-video no meio do ano. Clique aqui para assistir. Sua letra aborda a epidemia do coronavírus MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) varrendo a população da Terra. E a faixa se encaixaria muito bem em uma trilha sonora do fim do mundo, com seus riffs densos e ambiente carregado. Essa música apresenta um ótimo trabalho da percussão, com quebras de tempo e pedais bem controlados, além dos sempre presentes blast beats. O baixo também se destaca positivamente por aqui. 

"Diplomacy With a Shotgun" possui ótimos e complexos riffs e uma linha vocal muito interessante, além de mostrar a versatilidade do vocalista Ulysses, despejando diferentes tipos de guturais, ora mais grave, ora mais rasgado e agudos rasgados com uma forte veia black metal.

A atmosfera densa já mencionada antes, reaparece com força em "Undepictable Embodiment of Chaos", cheia de dedilhados e riffs 'arrastados'. Essa é a faixa mais longa do álbum com seis minutos e quinze de duração. 

"Cinereous" e "Hydrophobia" fecham o álbum de quase 38 minutos de duração. 

"Hydrophobia" é a 'diferentona' do álbum. Segue outra linha, mas longe disso ser algo ruim. Vulgarmente falando, é como se o álbum como um todo sofresse influências de bandas como Morbid Angel e essa faixa pegasse um caminho mais Napalm Death. Aqui está presente, provavelmente o refrão mais marcante do full-length. 

A temática e a essência musical da banda, contida em "Blunt Force Trauma" foi mantida, mas há diferenças e evolução no som da banda. A entrada de um novo membro oferece diferentes horizontes, outros tipos de influências e de técnicas do mesmo, além da evolução pessoal e de novas visões que os integrantes originais podem adquirir ao longo dos anos. Mais de uma década se passou desde o lançamento do primeiro álbum da banda e a conclusão que chegamos após a audição é que o "Obliterate" é simplesmente Gammoth! A banda se renovou, mas sem perder a pegada.

Mais um grande álbum para o Death Metal brasileiro!

O novo trabalho da banda está disponível nos links abaixo:

Amazon
Deezer
iTunes
Spotify

quarta-feira, novembro 16, 2016

::Resenha:: Insane Driver


Quando o Insane Driver me foi apresentado, comecei a pesquisar um pouco sobre a banda, a fim de conhecer melhor sobre quem eu escreveria, como sempre faço e imediatamente já pude perceber uma qualidade da banda (até mesmo antes de ouvir o som). Essa qualidade é a coragem. Pois não é qualquer banda que tem culhões para assumir ter influência de uma banda como o AvengedSevenfold, por exemplo, banda que enfrenta grande aversão por parte do público mais antigo e conservador do metal. Além disso, o agora ex-vocalista Marcos Bolsoni escolheu “homenagear” o grupo de pagode Molejo na sessão de fotos para o CD, usando uma camiseta que imita aquela clássica camiseta dos Ramones, com os nomes dos integrantes em um círculo. Brincadeira por parte do músico ou não, é uma atitude que com certeza pode desagradar a mesma ala de fãs mencionados anteriormente, o grupo mais radical que acredita que o metal deve ser levado mais a sério, sem dar espaço para o humor. E por último ao mesclar estilos tradicionais com vertentes mais modernas em sua música. Tudo isso, me fez chegar à conclusão de que são músicos corajosos. Entretanto, nada disso deveria ser levado em consideração, pois se você está no metal é por paixão e diversão, pois ninguém entra na cena atrás de dinheiro. Portanto, se você está se divertindo e fazendo o que gosta, no fim das contas é a única coisa que importa. E ao passear pelas redes sociais da banda e por suas composições, isso parece ficar evidente.

Após toda essa divagação (não propositada), vamos ao que interessa. O Insane Driver é uma banda de São Paulo-SP, fundada no ano de 2013 e chega esse ano ao seu primeiro álbum, que leva o nome da banda como título.

É importante destacar a arte gráfica do CD. Todo o conceito e execução que ficaram a cargo de Alexandre Santos e Fabiola Russo são trabalhos muito bem desenvolvidos. O amadorismo não passou nem perto aqui. O cuidado para um ótimo resultado é nítido. O encarte é composto de imagens que traduzem alguma das letras. E a capa mostra um mundo destruído com um carro vermelho do tipo Mustang em destaque. Parabéns aos responsáveis por este ótimo trabalho.

“Endless Path” abre o álbum com um instrumental só de cordas. Sem peso, sem distorção.Só violão, dedilhados e muita técnica introduzindo uma bela atmosfera ao que vem pela frente.

Dando início ao peso do álbum, surge “The Edge of Life”, logo de cara mostrando muito entrosamento e harmonia especialmente entre as cordas. Belas passagens do baixo, junto às guitarras, dando um ótimo preenchimento das lacunas. Riffs realmente muito bons das guitarras trabalhando em conjunto, proporcionando um resultado coeso. Destaque também para o trabalho dos vocais, tanto dos coros, quanto de outras passagens. A voz de Marcos pende mais para o Heavy Metal, mas com mais grave do que o Heavy tradicional.

“Firstly My Breakfast” começa com um belo groove do baixo acompanhado pela bateria que incorpora uma ótima levada à música. Que som agradável do baixo com as notas sendo muito bem executadas. A cozinha convoca as guitarras e o vocal para se juntarem em uma das melhores faixas do CD, com provavelmente o refrão mais marcante do trabalho. Muita variedade nas vozes, ora uma linha vocal mais melódica, ora mais agressiva. Elementos de metal core e thrash metal também estão presentes nesta faixa. O baixo ganha mais um destaque com uma linha praticamente só dele. Bons solos de guitarra estilo heavy metal também dão as caras por aqui.

“Tide of Fears” tem um início bem melódico. Com instrumental acústico e vocal limpo, sem agressividade. Mais uma música muito bem desenvolvida e executada, passando uma ótima impressão de profissionalismo, como todas as músicas passam. Umas mais que as outras. Essa é a faixa mais longa do álbum, chegando à quase sete minutos de duração e embora tenha algumas passagens mais pesadas, sua atmosfera é mais melódica.

“Change” tem uma das pegadas mais pesadas do full-length, liderada por uma bateria precisa. O trabalho das vozes também é um dos grandes responsáveis pelo peso e agressividade desta faixa.

“Today Is Sunday” apresenta riffs muito bons e marcantes, além de duetos das guitarras e boas levadas da cozinha. O vocal se arrisca em uma área diferente, com vocais mais agudos e rasgados, até lembrando algumas músicas do Judas Priest, guardadas as devidas proporções.

Fechando o álbum, a banda apresenta a faixa “Tears of Blood”. Metade desta faixa é apenas piano e voz. Por volta dos três minutos, bateria, baixo e guitarra chegam acabando com a paz. “Tears of Blood” mostra mais um ótimo trabalho das guitarras com arranjos e solos realmente muito bem trabalhados.

O tempo total do álbum também é bom, com quase uma hora de duração. A maioria das faixas possuem mais de cinco minutos.

Quando você possui um bom trabalho em mãos para escrever a respeito, a resenha se torna prazerosa e quando você percebe, escreveu mais do que deveria. Portanto, antes que a leitura se torne cansativa, finalizo parabenizando todos os músicos e demais responsáveis pelo debut album do Insane Driver. E que álbum de estreia. É um álbum muito bem produzido e executado. Inteligente e experiente. Coisa de banda com muitos anos de estrada. O Insane Driver não é uma banda que se encontra em qualquer esquina. Fogem do óbvio, oferecendo uma gama de criatividade e experimentos com bons resultados. Vale muito à pena conferir, caso ainda não conheça. E se já conhece, ouça novamente em um dos links abaixo:

sexta-feira, novembro 11, 2016

Aske: Entenda Videoclipe da Banda


Recentemente a banda ASKE lançou um videoclipe da música "Übermesch", presente no atual álbum “Once...”, que chamou atenção do público e mídia especializada, não só pela qualidade do mesmo, mas também pela rica simbologia.
Para explicar melhor toda essa parte simbólica, Filipe Salvini, baixista e compositor da banda, divulgou uma nota explicando um pouco sobre a inspiração do videoclipe. Confira:

Sobre o livro “Assim Falou Zaratustra”:

“Zaratustra encoraja os homens a permanecer fiéis à terra e a não acreditar naqueles que falam de ‘esperanças supraterrestres’, pois são envenenadores.
Na obra, um sábio, pregador de tais esperanças, afirma ser importante estar com a mente tranquila, através da obediência à autoridade e que assim exige o bom sono! A partir disso, Zaratustra reflete que, para todos estes sábios catedráticos, tão ponderados, a sabedoria era dormir sem sonhar.
Nós, da banda ASKE, nos identificamos com Zaratustra, escrito por Friedrich Nietzsche, porque também entendemos estas ‘esperanças supraterrestres’ como pobreza de espírito. Entendemos que muitos dos que buscam este tipo de esperança visam o conforto (ou explicações que sirvam apenas para inquietar suas angústias) em vez da inspiração para seguir na busca por ‘algo maior’ (ou ser o criador de sua própria obra) como se as pessoas buscassem por anestesias em vez de inspirações para fazer suas obrigações e o que têm vontade.”

Sobre o vídeoclipe "Übermensch":

“Em ‘Übermensch’, a questão que levantamos não é o fato das pessoas terem uma fé religiosa ou cultivarem alguma crença, afinal o imaginário ainda é um grande alicerce para a humanidade, mas sim, os motivos que as levam a buscar (e se contentar com) esse tipo de explicação.
O trabalho apresenta uma personagem interpretada pela atriz Karol Nurza que, ao acordar, se depara com um lampião, que ostenta luz fraca, apoiado em uma pilha de livros velhos. Após ver uma chama que quase não se sustenta mais, percebe que não há sentido naquilo e, assim como Zaratustra, parte à procura de colaboradores que inscrevam valores novos.

Em sua busca, se depara com um local abandonado, onde há inscrições nas paredes, como frases em um outro alfabeto; figuras históricas, como o Grafite de Alexamenos – um corpo humano crucificado com uma cabeça de burro – dentre outros elementos que aparentam ter sido modificados ou inseridos posteriormente no local, como uma bíblia intacta em um suporte ou uma televisão ligada.
Assim como Zaratustra, a personagem percebe que não há o que ser feito lá, então decide sair do local. Eis que retorna ao local de onde partiu, percebendo a impossibilidade de fugir de sua própria realidade. Assim como Zaratustra. Então descobre que o melhor a se fazer é apagar a chama que aos poucos se torna mais insustentável, ainda embasada em velhos conceitos, para começar criar os seus próprios conceitos.”

A mensagem de “Friedrich Nietzsche”:

“Tratar a nobreza como algo a ser alcançado é um erro. A nobreza não deve ser vista como uma meta a ser atingida e não deve-se falar em ‘tornar-se nobre’. Mas deve ser vista como uma ponte de travessia perigosa para poder se tornar, por fim, humilde.
O perigo do nobre não é tornar-se bom, mas insolente e destruidor. A alma de um preso que sonha com a liberdade torna-se prudente, mas também astuta e má; quando ela quer ser livre, maus instintos também têm sede de liberdade. O erro é querer transformar-se depressa demais, saltar degraus e, quando vê, está no topo mas sem ninguém com quem compartilhar.
O nobre venera sua mais elevada esperança porque quer criar alguma coisa nobre e uma nova virtude; não quer expulsar para longe o herói que há em sua alma!”

Confira agora o videoclipe de “Übermensch”:

https://www.youtube.com/watch?v=9A8AEyecoR8

Fonte: Sangue Frio Produções

Blackdome: Primeiro Álbum e Lyric Video

Os paulistas de Sorocaba, Blackdome acabam de lançar seu primeiro álbum, intitulado "The Chaos Suite". A banda executa um Heavy Metal Progressivo de responsa, com muito entrosamento, peso, harmonia e criatividade. O debut album surge depois de quatro anos desde o surgimento da banda, fundada em 2012. Ainda lançaram em 2013, o EP "Higher" e o single "Madness Overcome" em 2014. 

O novo álbum surge para coroar o trabalho da banda com maestria. A belíssima capa foi criada pelo renomado Carlos Fides que já trabalhou para bandas como Kamellot, Evergrey, Noturnall e Almah. 


Dez faixas compõem este trabalho de mais de uma hora de duração. 

Confira abaixo o tracklist de "The Chaos Suite":

01 - Blinded Nation (instrumental)
02 - The Chaos Suite
03 - Haters
04 - Surrogates
05 - In My Mind
06 - Sandstorm
07 - Do You Believe?
08 - Madman's Lie
09 - Born With Me
10 - Reality

O álbum está disponível para audição via streaming no Deezer:

Assista ao Lyric video de "In My Mind":