terça-feira, agosto 22, 2017

Entrevista Com Sangrena


Com as raízes profundas e firmes no Death Metal, quase duas décadas de luta e composições brutais e com um novo álbum prestes a ser lançado, o Sangrena se prepara para mais uma batalha. O álbum "Hunter", segundo na carreira dos paulistas deverá ser um dos marcos mais importantes em sua trajetória. Conversamos um pouco com a banda sobre projetos novos e antigos, shows e a cena nacional. Confira abaixo. 

Em março deste ano vocês lançaram o álbum “Blessed Black Spirit” em formato K7, encerrando o ciclo deste trabalho através do selo Rock Clube Live. Como surgiu essa ideia e como está sendo para vocês relançar o trabalho mais importante para a banda (até aqui) neste formato?

Foi uma iniciativa do Francisco Jr., proprietário do selo Rock Clube Live. Ele chegou com a ideia e concordamos na hora. Sempre curtimos muito o formato K7, lançamos nossa primeira demo nesse formato e fizemos muita troca de K7 por correspondência. Foi muito interessante termos outro lançamento em K7 quase vinte anos depois. Curtimos pra caralho e espero que a gente tenha mais lançamentos nesse formato no futuro.

O Sangrena é conterrâneo do Executer, tradicional banda de Thrash Metal. Contem um pouco sobre a cena atual de Amparo e da região.

Sim, o Sangrena foi formado em Amparo. O Executer é uma grande referência não só para a cena Amparense mas para todo o Brasil. Uma das melhores bandas de Thrash nacional.
A cena em amparo é como na maioria das cidades pequenas, poucos mas reais Bangers que apoiam o movimento underground extremo. Sempre deram muita força às bandas locais e somos muito gratos a todos eles. Hailz irmãos!

Em 2015 vocês gravaram o videoclipe da música “Infernal Domination” com uma produção incrível e com qualidade poucas vezes vista por aqui. Gostaríamos que vocês nos contassem um pouco sobre as gravações, a escolha da atriz que interpretou a freira e aquelas cabeças decapitadas dignas de séries e filmes. (Clique aqui para assistir ao videoclipe)


Também gostamos muito do resultado. Conhecemos o diretor Felipe Filgueiras através do estúdio Mix Music e conversamos a respeito de produzirmos um videoclipe para a música Infernal Domination e ele pirou na ideia. Passaram alguns dias e ele já veio com o roteiro e logo em seguida já começamos as filmagens. A escolha da atriz, as peças de corpo e todo o resto ficou a cargo do Felipe, ele foi o responsável pela qualidade do vídeo. É um excelente profissional.

A música “Deceptive Redemption” divulgada por vocês através de um Lyric Video, mostra uma sonoridade um pouco diferente da encontrada no álbum “Blessed Black Spirit”. Um Death Metal mais old school. O álbum também segue essa linha? O que vocês podem nos falar sobre as composições do “Hunter”? (Clique aqui para assistir ao lyric video)

Quando compomos não costumamos direcionar muito, as músicas saem naturalmente. Acredito que as músicas do Hunter estão mais diversificadas. Tem partes bem extremas, mais rápidas que as do "Blessed...", em contrapartida também temos partes mais cadenciadas e pesadas que dão um ar mais “old school” como você falou. Testamos sonoridades que nunca tínhamos usado antes e ficamos satisfeitos com o resultado.

Quais são os planos e expectativas para a divulgação do novo álbum?

Se tudo der certo o Hunter será lançado no segundo semestre desse ano. Temos o plano de sairmos em turnê pelo Brasil, revermos amigos de SP e de outros estados e tocarmos em lugares que ainda não tivemos oportunidade.

Em 2018 vocês atingem a marca de vinte anos de metal extremo. Olhando para trás, qual é o balanço que conseguem fazer após todo esse tempo?

Quando uma banda se mantém por vários anos no underground, se adquire uma percepção muito ampla da cena. Ao longo desses anos conhecemos vários guerreiros que realmente fortalecem todo o cenário extremo. A cada dia que passa, percebemos a nossa necessidade de nos expressarmos nessa arte. Foi e ainda é um caminho de muitas batalhas, a guerra é longa, mas é muito gratificante.

Como vocês avaliam a união do underground hoje em dia no Brasil e como vocês participam nisso?

Antes de pensarmos na união do underground precisamos trabalhar o nosso apoio individual ao cenário. Muitos headbangers que realmente curtem e se identificam com as bandas estão deixando de comprar o material delas, discos, camisetas, etc. O mesmo acontece com Zines impressos que são fontes muito importantes de informação no underground. Precisamos valorizar o artista local, a banda do seu bairro, da sua cidade, da sua região, do seu país. Acredito que quando tudo isso acontecer a união será inevitável.

Vocês já tiveram a oportunidade de se apresentar ao lado de bandas gringas de renome, como Coroner e o Nile. Como foram essas experiências para a banda e como foi  a recepção do público ao Sangrena nessas ocasiões?

Foram experiências muito interessantes. Tivemos a oportunidade de tocar com uma estrutura melhor do que a habitual e um público maior também. Apesar do público estar lá pra ver a banda principal tivemos uma boa recepção em todos as aberturas que fizemos.

Entre 2014 e 2015 em meio à turnê de divulgação do “Blessed Black Spirit”, vocês se apresentaram em diversas cidades. A maioria do Estado de São Paulo, mas também passaram por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Qual a experiência que vocês conseguem tirar de uma turnê como essa?

Em cada show a gente aprende alguma coisa, adquire experiência. Conhecemos muita gente nessa turnê que agregaram valor ao Sangrena. Muitos guerreiros reais do underground que nos incentivam a continuar nessa guerra. Tocamos com muitas bandas que compactuam das mesmas dificuldades e satisfações que a gente e essa troca de experiências é fundamental para o fortalecimento da cena. Estamos muito ansiosos para repetir essa experiência com o lançamento do “Hunter”.

O lançamento de um novo álbum certamente é o ponto alto na carreira de uma banda. Como vocês comparam a época em que o “Blessed Black Spirit” ficou pronto com agora, às vésperas do lançamento do “Hunter”?

A ansiedade é a mesma. O Blessed Black Spirit tinha um agravante, era o primeiro álbum, não sabíamos como seria a recepção do público, mas estamos na expectativa agora com o Hunter também. Nós estamos muito satisfeitos com o resultado e esperamos que ele seja bem aceito entre os Bangers.

Muito obrigado pelo tempo cedido. Desejamos muito sucesso com o Hunter. Fiquem à vontade se quiserem enviar uma mensagem aos headbangers que acompanham seu trabalho.

Muito obrigado pelo espaço cedido ao Sangrena. Pode contar com a gente sempre que precisar. Muito obrigado também a todos os reais Headbangers que fortalecem o Metal Extremo, continuem comparecendo nos shows e adquirindo o material das bandas. Esperamos nos encontrarmos na estrada. Hail!

Links da banda:

sexta-feira, agosto 11, 2017

Entrevista Com Funeratus

Gustavo "Guru" (bateria), Fernando (baixo e vocal) e André (guitarra)

Desde 1993 honrando o metal extremo nacional, sem nunca se venderem, composições rápidas, técnicas e brutais e shows com muita energia. Tudo isso fez do Funeratus um dos principais nomes do Death Metal brasileiro. O trio se prepara para lançar o novo álbum "Accept The Death" (que deverá ser lançado ainda este ano). Confira o bate papo que tivemos com a banda, onde falamos sobre sua trajetória, futuro, dificuldades, novo álbum e muito mais. 

O Funeratus está na estrada há vinte e quatro anos. Com certeza, vocês já passaram por inúmeras situações, altos e baixos, etc.Quais são as principais dificuldades para se manter com a mesma banda há tanto tempo?

Funeratus: Uma das principais dificuldades é conciliar as atividades da banda com as atividades profissionais, familiares, entre outras. Outra questão muito importante é manter os integrantes da banda em sintonia, de maneira espontânea e natural, pois todos têm que estar com o mesmo objetivo para que a banda possa se manter ativa. Nós estamos com a mesma formação há 16 anos, isso se deve ao fato de sermos amigos e respeitarmos muito um ao outro.

Mas nem tudo são dificuldades... Quais são as vantagens de estar há mais de duas décadas no underground e há tanto tempo com a mesma formação?

Funeratus: A grande vantagem é que, com tantos anos trabalhando juntos, hoje é mais fácil tocar pois temos um entrosamento muito forte além de termos evoluído na questão de equipamentos. Hoje também sabemos quem é quem na cena, pois já vimos passar muitas modinhas, pessoas que falam muito e fazem pouco, portanto temos muito orgulho em nunca ter parado durante esses 24 anos de banda.

Como foi fundar uma banda de metal extremo no início dos anos 90 no interior de São Paulo?

Funeratus: Foi muito difícil, pois na época a banda nem tinha um baterista fixo, então tínhamos que ficar correndo atrás de alguém para tocar conosco. Mal sabíamos tocar nossos instrumentos, mas sempre acreditamos no Metal , em nossos amigos e fãs da banda que fizemos ao longo dessa jornada, sem o apoio dos fãs jamais teríamos chegado tão longe com o Funeratus e por isso estamos aqui até hoje.

Além da tecnologia de equipamentos, quais são as diferenças mais notáveis entre a época em que a banda começou e agora?

Funeratus: O que notamos é que na época o público era mais fiel ao underground, ao contrário de hoje que o pessoal tem o acesso fácil a muitas bandas e acabam não valorizando a cena como um todo.  Na década de 80 e 90 era mais difícil conseguir material de bandas que você gostava, isso fazia com que a cena fosse mais unida e forte. Aquela época de trocar material pelo correio era incrível! Acho que outra coisa que vale citar, é como as turnês no final dos anos 90 e começo de 2000 eram feitas praticamente dependendo de ônibus de linha, nós fizemos duas grandes turnês no Brasil nessa época (2001 e 2004) e também em alguns países da América do Sul, rodando tudo de busão. Hoje em dia já existem pessoas e empresas especializadas em turnês, com vans ou ônibus, o que facilita e muito uma turnê pelo país. Essa evolução é muito gratificante e nós continuamos firmes e vivenciando essa mudança!

O último trabalho inédito foi o “Vision From Hell” lançado em 2009 e em 2015 vocês relançaram o “Storm of Vengeance” e o “Echoes In Eternity” em uma compilação. Como estão os preparativos e a expectativa para o novo álbum? Há uma previsão de lançamento?

Funeratus: A expectativa é a melhor possível, pois já estamos tocando algumas músicas novas nos shows e a receptividade tem sido excelente. Acreditamos que esse será o melhor trabalho já lançado pela banda, pois demonstra um trabalho de anos de dedicação e busca pela melhor sonoridade. A previsão de lançamento do álbum Accept the Death é para o final de 2017.

Novo álbum "Accept the Death" (capa de Alcides Burn)

São oito anos desde o lançamento do EP e dezesseis anos com a mesma formação. Todo esse tempo juntos leva a um grande entrosamento e a uma óbvia evolução musical e pessoal. Como vocês avaliam o novo material que fará parte do próximo álbum? E ainda falando sobre uma evolução pessoal, a forma como vocês trabalham e compõem as músicas mudou de alguma maneira ao longo dos anos? Como é esse processo pra vocês?

Funeratus: O novo álbum soa muito mais maduro e coeso, mantendo o feeling do Funeratus, além de estarmos tecnicamente melhores em nossos instrumentos. O EP “Vision FromHell” foi um experimento onde testamos um novo modo de compor e uma nova configuração nos instrumentos de cordas, atingindo uma afinação mais baixa o que deixou nosso som mais pesado. Para o novo álbum mudamos um pouco a maneira de compor, por exemplo, duas músicas foram criadas na bateria primeiro, para depois adicionar as melodias e harmonias dos instrumentos de cordas.  No inicio de tudo, éramos apenas o Fernando e o Andre, e tínhamos sempre um terceiro integrante nos auxiliando......A CACHAAAAAÇA ....Na demo The Baptism as musicas foram compostas dessa forma, guitarra, bateria ( tocada pelo Fernando) e varias garrafas de vodka....kkkkk

Haverá alguma diferença na linha que a banda seguia? O que os fãs da banda encontrarão pela frente?

Funeratus: Basicamente não há diferença na linha de som do Funeratus, o que os fãs poderão encontrar é uma banda mais sedenta e focada em fazer Metal Extremo, além de músicas com maior originalidade fugindo dos padrões atuais de bandas do gênero.

Todo esse tempo de estrada já colocou o Funeratus no mesmo palco de gigantes do metal nacional e mundial, como Krisiun, Sepultura, Carcass, Morbid Angel, etc. Como é para uma banda que começou no interior de São Paulo dividir o palco com lendas como essas?

Funeratus: Realmente é uma grande honra em ver nosso trabalho atingir uma proporção tão grande, pois quando começamos a tocar nosso sonho era fazer apenas um show, então essas conquistas soam como um troféu que ganhamos com nosso próprio esforço sem nunca pagar jabá pra tocar e nem ser puxa saco de ninguém.

Existe algum show ou alguma banda com a qual tocaram juntos que ficou marcado para todos?

Funeratus: Sem dúvidas o show com o Morbid Angel em Santiago no Chile em 2004 foi algo inacreditável para todos da banda, pois dividimos o palco com a maior banda de Death Metal da história e aprendemos muito nessa oportunidade.

Por volta de setembro do ano passado, vocês foram forçados a fazer uma pausa devido ao estado de saúde do baterista Guru, que chegou a ser bem preocupante. Como foi esse período da sua recuperação e qual foi a impressão da banda no retorno aos palcos?

Funeratus: Nós tivemos que adiar algumas datas da banda durante esse período de recuperação, que foi uma fase em que tive que ter muita paciência e maiores cuidados com a saúde, pois estava vivendo em excessos o que causou este meu problema de saúde. Mas hoje estou 100% recuperado e cada dia mais focado em tocar.  Nosso retorno aos palcos foi em Leme na sede do Kaiowas Moto Clube numa noite incrível, com casa cheia e o público nos apoiando e batendo cabeça do início ao fim do show, esse tipo de coisa não tem preço que pague.

Como está a agenda da banda atualmente? Há planos de uma turnê para divulgar o novo álbum? Podem acontecer shows fora do país?

Funeratus: Por enquanto como estamos terminando as gravações do novo álbum, temos feito apenas um ou outro show na nossa região, porém após o lançamento do álbum “Accept the Death”, com certeza faremos o máximo de shows possíveis por todo país, além de uma possível turnê no exterior.

Pra finalizar, gostaria de dizer que é uma honra e sempre um prazer poder conversar e dessa vez entrevistar o Funeratus. Deixo aqui o nosso muito obrigado por esse tempo cedido. O espaço é de vocês.


Funeratus: Muito obrigado Flávio, e Morticínio Produções pelo espaço cedido ao Funeratus. Agradecemos também a todos que cederam um pouco do seu tempo para ler esta entrevista. Nós estamos muito felizes com a fase que a banda está vivendo, na expectativa do lançamento do álbum que inclusive já tem a capa feita pelo Alcides Burn e já virou o novo modelo de camiseta que está disponível para venda em nossa fanpage do Facebook (facebook.com/funeratusdeath).Obrigado a todos os fãs, amigos  e produtores que sempre nos apoiaram...este próximo lançamento é de todos aqueles que sempre acreditaram no Funeratus !!! Nos vemos na estrada!

Nova camiseta à venda no Facebook da banda

sexta-feira, agosto 04, 2017

Affront Divulga Videoclipe de "Conflicts"

Com pouco mais de um ano de brutalidade, o Affront segue firme na batalha do metal nacional. Após lançar em dezembro de 2016 o álbum "Angry Voices" através da Cianeto Discos, o trio divulga agora o videoclipe da faixa "Conflicts". Que teve a direção, cenografia, fotografia e maquiagem por Edu Nascimento. O roteiro ficou por conta do baixista e vocalista da banda Marcelo Mictian e a edição ficou a cargo de Comanche. João Mendonça foi o convidado especial para o trabalho. O clipe de "Conflicts" foi produzido pela Criatoriom Ideias.

O álbum "Angry Voices" pode ser adquirido em contato direto com a banda através do e-mail affrontmetal@gmail.com

Confira abaixo o novo trabalho dos cariocas:


sexta-feira, julho 28, 2017

Hatefulmurder: Confira o Videoclipe "Red Eyes"

Os cariocas do Hatefulmurder divulgaram recentemente o videoclipe da faixa título de seu mais recente álbum, o excelente "Red Eyes". O vídeo conta com algumas novidades, como a disponibilização da tecnologia 4k e o cenário escolhido para a gravação. Filmado na areia de uma praia em plena luz do dia, o visual certamente foge às regras do metal extremo.

O novo álbum "Red Eyes" (clique aqui para ler a resenha feita pela Morticínio Produções) está disponível para audição online no iTunes e no Spotify.

No dia 17 de agosto, o Hatefulmurder inicia uma turnê ao lado das bandas Warcursed, Reckoning Hour e Torture Squad. A turnê abrangerá dezenove estados e o Distrito Federal.

Confira abaixo o videoclipe da empolgante faixa "Red Eyes":

quinta-feira, julho 27, 2017

Cauterization Divulga Música de Novo Álbum

Prestes a lançar seu novo novo trabalho, o primeiro full-length "ID Katharsis", o Cauterization (Death Metal de Presidente Prudente-SP) divulgou recentemente uma nova música que fará parte do álbum. Fundada em 2008, a banda tem em sua carreira dois EPs. "Males Infestus" lançado em 2011 e "Nasu" lançado em 2014. A capa de "ID Katharsis", divulgada em junho foi desenvolvida pelo artista Marcos Miller. 

A banda falou sobre a arte: 

"A inconsciência manifestada por meio da catarse; a estética do belo e suas implicações que derrogam as regras comportamentais de uma época."

Com a mesma formação desde 2009, o trio é formado por Maysa Rodrigues (guitarra e vocal), Well Moia (baixo e backing vocal) e Trojillo Júnior (bateria). 

Confira abaixo a nova faixa:

sexta-feira, julho 21, 2017

::Resenha:: Kadabra - Devastation's Songs

Kadabra - Devastation's Songs

Uma banda recém fundada, mas que já tem um objetivo muito bem definido. O Kadabra surgiu em 2016 em Vinhedo-SP com influências de Heavy e Thrash Metal. Seu som reflete perfeitamente essas influências. Neste ano, o trio formado por Paulo (guitarra e voz), Danilo (baixo e voz) e Marcos (bateria) lançaram seu primeiro registro, o álbum full-length, intitulado "Devastation's Songs" que conta com onze faixas em um senhor cartão de visitas.

A faixa de abertura "Introspective" abre o álbum como uma breve introdução à essência da banda. Peso e metal tradicional na dose certa. "The Cage" vem logo em seguida com um som cavalgado e bem construído de uma banda entrosada. Um bom vocal agudo surge apresentando uma das faces da banda. Boas linhas vocais trabalhando em conjunto com guitarra e baixo. Riffs pesados e quebras de tempo da bateria em ótimas levadas complementam a música.

"Rite of Disorder" é a faixa escolhida para compor o videoclipe lançado em abril de 2017. Arranjos rápidos são acompanhados de um pedal duplo firme e direto. O vocal entra em uma ótima e pesada pegada da música. A ponte com os vocais de Paulo e Danilo funciona muito bem e o refrão com o vocal agudo e mais limpo é talvez o melhor trecho apresentado. Merece destaque também o trecho do solo de guitarra e a bela linha de baixo "segurando as pontas". Bela escolha para o videoclipe. 

Com um início pesado e um pouco mais cadenciado, "Chosen Few" é uma faixa interessante, especialmente pelas linhas vocais usadas no refrão desta que casam muito bem com os instrumentos. Riffs rápidos de speed metal levantam ainda mais os ânimos. 

"Back Home" tem um início cadenciado com dedilhados e sem distorção na guitarra. Mas apenas por pouco tempo, pois o peso volta com força em um riff tradicional, mas que foge ao óbvio. Interessante notar a variação das vozes que a banda apresenta e aqui isso fica evidente. O refrão de "Back Home" é realmente muito bom, certamente um dos mais cativantes do álbum. Mérito de toda a banda, mas com destaque para o vocal agudo e bem trabalhado. 

Kadabra (Vinhedo-SP)

"Obliterate", a faixa mais curta do álbum, com 3:36, é também uma das mais pesadas. Daquelas que fazem até o mais desanimado dos headbangers em um show balançar o pescoço. O baterista Marcos conduz o som com precisão, utilizando todos os recursos de seu ótimo repertório. 

A faixa-título "Devastation's Songs" tem um veia bem Thrash Metal, demonstrando o acervo e a criatividade que a banda possui em suas composições. Dedilhados presenteiam o ouvinte com mais diversidade e o baixo mais uma vez surge preenchendo com muito peso e técnica as lacunas durante o solo.

"Death Penalty" apresenta riffs e vocais agressivos mesclados à vocais agudos e limpos. Uma das melhores faixas de todo o trabalho. O baixo também é muito bem trabalhado nesta música e oferece um som limpo, pesado e coeso. Mais um excelente refrão, daqueles que ficam grudados na mente  de quem ouve (difícil acontecer com músicas boas). 

Fechando este ótimo trabalho, o Kadabra apresenta "Pictures of War", mostrando que a qualidade mantem-se a mesma em todo o álbum, sem desanimar o ouvinte. Aqui a banda resgata o heavy metal mais tradicional novamente, mas sempre inserindo suas influências que dão a identidade da banda. Mais uma vez muita técnica em todos os segmentos é apresentada. 

Dar o primeiro passo e gravar o primeiro disco é sempre muito complicado por uma série de motivos e o Kadabra tirou isso de letra. Excelente primeira impressão com um álbum de estreia. A banda merece e tem tudo para se destacar na cena underground.

O álbum pode ser ouvido na íntegra no canal da banda no youtube. Deixamos abaixo o link:

terça-feira, julho 18, 2017

Oligarquia: Assista Ao Novo Vídeo Clipe

Exímios representantes do metal underground brasileiro, na luta e sem pausas desde 1992, o Oligarquia está prestes a lançar um novo álbum. Será o quarto da carreira, encerrando um período de seis anos sem nenhum material inédito. A banda divulgou música e clipe recentemente em suas redes sociais. A arte geral e a direção do clipe ficaram a cargo de Claudio Tibérius, que também contribuiu com o roteiro, juntamente com o próprio Oligarquia. A música teve a participação especial de Ascaris (Imperium Infernale). Sempre envolvidos em questões sociais, em "Summer Rain" os paulistanos abordam o problema que as enchentes acarretam, especialmente em famílias pobres. A letra pode ser conferida na íntegra na descrição do vídeo no Youtube. 

Confira abaixo as próximas datas de shows e o vídeoclipe de "Summer Rain".

22 de julho (sábado) - Osasco/SP 
29 de julho (sábado) - São Caetano/SP 
05 de agosto (sábado) - São Paulo/SP - Zona Sul 
27 de agosto (domingo) - São Paulo/SP - Zona Leste 
16 de setembro (sábado) - Jandira/SP

quinta-feira, julho 06, 2017

Malkuth: Álbuns Relançados Em Versão Digital Via Sangue Frio Records


A Sangue Frio Records irá relançar dois álbuns dos pernambucanos do Malkuth nas principais plataformas mundiais de streaming. Os álbuns escolhidos para o lançamento foram o "Nekro Kult Khaos" de 2006 e o "Strongest" de 2011. O Malkuth foi fundado em 1993 na cidade de Jaboatão dos Guararapes- PE. Atualmente encontram-se em estúdio para o lançamento do sétimo álbum de estúdio, que deve acontecer ainda neste ano e apresentará sua nova formação. 

O lançamento dos álbuns citados acima via streaming acontecerá devido uma forte parceria entre o grupo e a Sangue Frio Records, que anunciará em breve onde encontrar estes trabalhos. O CEO da empresa, Patrick de Souza, comenta esta parceria:

“Para nós, da Sangue Frio Produções/Records, é um grande orgulho poder contar com a confiança desta, que é uma das maiores bandas de Black Metal do Brasil, para este trabalho. É mais um patamar alcançado e, com certeza, estamos falando de um ótimo suporte da empresa a nossos clientes. Obrigado Malkuth! ”

Algumas músicas da banda estão disponíveis no link abaixo:

quarta-feira, julho 05, 2017

Monstrath Disponibiliza Single Para Audição Online


Trabalhando fortemente na divulgação do atual single "Child Of God", a banda de Death Metal Monstrath, juntamente a Downfall Records, anunciaram há alguns dias, mais uma novidade em relação a este trabalho. Trata-se do lançamento da música supracitada, dentre as principais plataformas digitais, servindo de suporte ao bem produzido videoclipe já divulgado (clique aqui para conferir). Confira abaixo aonde é possível encontrar o single "Child Of God":

Em paralelo, o Monstrath está em processo de agendamento de datas para maior divulgação do single supracitado. Para mais informações sobre como reservar uma data para qualquer cidade do país, basta entrar em contato através dos e-mails contato@sanguefrioproducoes.com ou monstrath@gmail.com.

Bandas Brasileiras Em Mega Evento Extremo da República Tcheca


Começa hoje na República Tcheca o mega evento de metal extremo "Obscene Extreme". O festival que tem início hoje (05 de julho) acontece na cidade de Trutnov, com cerca de 120 mil habitantes. O evento reúne setenta bandas de vinte e cinco países em cinco dias. Quatro bandas representarão o Brasil no festival. Terror Revolucionário, Violator, Ratos de Porão e Krisiun

O Terror Revolucionário na reta final de sua turnê europeia em comemoração aos 18 anos de banda tem uma agenda de catorze shows em nove países, sendo eles Alemanha, Bélgica, Suíça, República Tcheca, Polônia, Itália, Eslovênia, Eslováquia e Áustria.

O Violator se apresenta no Obscene Extreme no mesmo dia em que o Terror Revolucionário e tem ainda shows no Brasil em agosto e setembro e no Chile em novembro.

O Krisiun tem datas marcadas na República Tcheca, Alemanha, Espanha, Suécia, Eslováquia, Polônia, Eslovênia, Áustria e Holanda. Retornando ao Brasil, há dois shows marcados para agosto e setembro em São Paulo e Guarulhos respectivamente.

O Ratos de Porão, além do show na República Tcheca tem ainda pela frente Sérvia e Alemanha. Em agosto a banda se apresenta no Brasil em Pelotas-RS, Porto Alegre-RS, Rio de Janeiro-RJ e Mirassol-SP.

terça-feira, julho 04, 2017

::Resenha:: Falange - EP

Falange (Thrash Metal - Santo André-SP)
Falange é uma banda formada por quatro integrantes na cidade de Santo André no ano de 2012. O quarteto executa predominantemente Thrash Metal, porém com a adição de elementos de outros gêneros. Como a própria banda se descreve em sua página na rede social Facebook, o Falange é uma "reunião de amigos da velha escola de Thrash Metal do ABC paulista". Gravado em fevereiro de 2016 no Bay Area Estúdios, localizado em São Paulo-SP, o EP, que conta com 6 faixas foi mixado e masterizado por Diego Rocha. 

Abordando temas políticos e sociais, a banda compõe em inglês e também em português. A primeira faixa do EP leva o nome de "Destruction of Sky" e já chega expondo sua veia thrash metal old school ao ouvinte. As primeiras impressões é de que trata-se de uma banda com muita energia, típico de bandas de garotos ainda se embrenhando pelos primeiros caminhos do Thrash Metal. No entanto, a comparação com garotos limita-se à energia da banda, pois nas composições, o que não falta é experiência. Blast-beats na bateria demonstrando a influência do Death Metal. Vocais e riffs forjados no fogo da Bay Area e não estamos falando do estúdio onde o EP foi gravado. O Thrash Metal oitentista flui com naturalidade no som da banda.


EP Falange gravado em 2016

"Madness" tem uma linha vocal agressiva e velocidade na medida certa. Com riffs e cozinha muito bem trabalhados e uma pitada de hardcore. Típica música que deve abrir rodas de mosh em seus shows. 

"Fight" segue na linha da velocidade e agressividade, com destaque par a pegada rápida e precisa da bateria. Na faixa, a banda demonstra um refrão marcante com uma levada compassada. O baixo faz um breve solo convocando a banda para a levada mais hardcore do EP e uma das mais empolgantes também. Trabalho muito bem feito também das guitarras solo e base. 

"Humano Debilmental" com letra em português tem um quê de Thrash Metal brasileiro, chegando a lembrar o Sepultura em seus melhores álbuns. Uma música um pouco mais cadenciada e novamente a veia hardcore se faz presente. Sem se preocupar com o descanso alheio, a Falange volta a acionar o acelerador lá pelos dois minutos e meio com riffs pesados e certeiros. 

O speed thrash metal dá as caras de vez em "Fuck Your Play" com riffs e cozinha em grande entrosamento. O vocal incansável segue rasgando as notas e interpretando as críticas político-sociais com raiva enquanto faz suas cordas vocais vibrarem. 

Fechando esse ótimo trabalho nacional, a música "Fogueira", mais uma com letra em português é introduzida com uma cozinha muito pesada e segue com uma levada compassada por um certo tempo, até ser atingida por riffs rápidos do mais verdadeiro thrash metal. Essa é a faixa mais curta do EP e também uma das mais diretas.

Para ouvir este ótimo trabalho, basta acessar o bandcamp da banda no link abaixo:

https://falangethrash.bandcamp.com/releases

sexta-feira, junho 30, 2017

Claustrofobia: Assista Agora Ao Novo Videoclipe

Divulgado há pouco em seu canal no Youtube e em sua página no Facebook, o novo videoclipe do Claustrofobia tem uma excelente produção do Estúdio Kaiowas Filmes. Dirigido por Leo Alves e Thiago Pinheiro, co produzido por Marcus D'angelo, Bruno D'angelo e Viabiliza Music, o trabalho conta com a participação de Henrique Fogaça (Vocalista do Oitão) e Floema Oliveira (vocalista da Montilla The True Drunk Rock Blues Band). A música escolhida para o clipe foi "The Greatest Temptation", que integra o último álbum "Download Hatred", sexto álbum de estúdio dos paulistas que teve a produção de Russ Russell. 

Junto ao clipe, a banda divulgou uma breve explicação que também aparece ao início do vídeo:

É o ano 2250 ...
A civilização foi destruída por uma praga imparável.
Os poucos que sobrevivem agora vivem isoladamente, alguns se escondem com grande dor.
Para eles ocorre a tarefa de reconstruir a condição humana, mas a humanidade não consegue superar suas necessidades viciosas.
"Uma geração se foi e um mediador não mundano está por vir. A Terra permanece para sempre ".

Confira "The Greatest Temptation" abaixo: 

Atlantis Anuncia Novo Single

Fundada em 2013, na cidade de Jaraguá do Sul-SC, a banda de Heavy Metal, Atlantis divulgou ontem em sua página no Facebook um novo single. O trabalho levará o nome de "Lost In Time" e deverá ser lançado em julho. Inicialmente o registro será feito apenas em formato digital e será divulgado através da Sangue Frio Records, mas a versão física não está descartada ainda para o segundo semestre deste ano. O atual EP "Hotter Than A Burning Church" também poderá integrar o lançamento. Tino Barth, vocalista e guitarrista da banda comentou um pouco sobre o assunto. Confira:

‘Lost in Time’ marca uma nova fase para o Atlantis, pois junto com ela estaremos, não só promovendo a atual formação da banda, mas também apresentando nossa nova turnê em suporte a divulgação desta nova fase. As gravações estão finalizadas e os processos de mixagem e masterização iniciados, tudo ficou a cargo do nosso grande amigo Edson Luís de Souza, do Estúdio Abrigo Nuclear, sem esquecer de mencionar a arte deste material, feita pelo excelente artista Thiago Boller da FUG Design. Enfim, estamos ansiosos por mais este lançamento!

Single "Lost In Time"

Ainda na publicação, a banda informa que deverá divulgar em breve o cartaz oficial da turnê "Lost In Tour" com novas datas de shows para divulgação do single. 

O EP "Hotter Than A Burning Church", lançado em 2016 pode ser ouvido através de diversas plataformas. Confira abaixo:

quinta-feira, junho 29, 2017

Warfield Death - Onde Encontrar o Álbum "Sucumbindo Ao Medo"

Uma das principais revelações do Metal sergipano, o Warfield Death lançou recentemente seu primeiro full lenght, intitulado “Sucumbindo ao Medo”. O álbum não demorou para chamar a atenção da mídia especializada e do público em geral, obtendo um positivo destaque.

O atual trabalho foi disponibilizado nos formatos físico e digital, e já pode ser encontrado facilmente pelos amantes do Metal extremo das seguintes maneiras:

Para adquirir o debut álbum do WARFIELD DEATH no formato físico, basta acessar o site da Sangue Frio Produções ou diretamente pela página oficial do grupo no Facebook e solicitar os valores.

Já para os apreciadores da mídia digital, é só pesquisar abaixo a sua plataforma principal de uso e pronto, só dar o play, confira:


Em outras notícias, visando divulgar ainda mais o álbum supracitado, o Warfield Death gravou um ótimo videoclipe da música “Brutal”, extraída do mesmo, assista:



Fonte: Sangue Frio Produções

Conheça a Banda Order of Destruction

Em 2017, com a consolidação da tecnologia e facilidades para se criar uma banda, a tarefa de acompanhar o metal brasileiro é ao mesmo tempo fácil e difícil. Fácil pois a informação está literalmente na palma da mão. Basta usar o celular para pesquisar em páginas e grupos nas redes sociais e pronto, inúmeras novas bandas lhe são apresentadas. Difícil pois a quantidade de bandas que surgem é muito grande e para se destacar e criar algo novo é também muito complicado. No entanto, vez ou outra, alguma banda salta aos olhos e a última que se destacou para nós foi batizada de Order of Destruction.

Paulistas de São José do Rio Preto, a primeira coisa que chama a atenção no videoclipe "By Myself" (que pode ser assistido ao final da matéria) é a aparência jovem dos integrantes. É uma banda formada por garotos. João Lavinas (baixo, tem 20 anos) João Octavio (vocal e guitarra, tem 19 anos), Guilherme Henrique (guitarra solo, tem 19 anos) e Airam (bateria, tem apenas 15 anos). Mas, obviamente não faríamos uma matéria simplesmente pela idade de seus integrantes. Não é apenas uma molecada fazendo uma bagunça com seus instrumentos musicais. É uma banda com muito potencial, que executa um Thrash Metal veloz que chega a nos remeter ao Violator e até ao Metallica no início da carreira. Mantendo a dedicação e a força de vontade, além é claro, da energia que pode ser vista no videoclipe, o Order of Destruction tem tudo para se destacar na cena Thrash Metal brasileira. 

O Order of Destruction foi fundado em 2013 sob as influências de Megadeth e artistas nacionais como Sepultura, Jack Devil e o supracitado Violator. Desde então, aconteceram algumas mudanças na formação até se consolidar com a atual em 2016. Atualmente, os garotos se preparam para o lançamento de seu primeiro registro, o EP "Disobey" que deve ser lançado no dia 07 de setembro. A capa do trabalho já foi divulgada, juntamente com o single "Ruthless Killer" e ambos podem ser conferidos abaixo:

Capa do Ep "Disobey"
O single "Ruthless Killer" pode ser ouvido no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=Ns7P5ZlgbTE

Confira abaixo o videoclipe da faixa "By Myself", produzido e dirigido por Iolanda Silveira e Bruno Melo. Mixagem e masterização feita no Estúdio Zarref pelo produtor Henrique Ferraz.

quarta-feira, junho 28, 2017

Assista Agora Ao Novo Videoclipe do Monstrath

A banda paulistana de Death Metal Monstrath divulgou recentemente via Downfall Records, seu mais novo videoclipe.

Contando com uma excelente produção de Ricardo Palomares, o trabalho audiovisual não demorou para chamar a atenção do público especializado, alcançando um número expressivo de visualizações no Youtube em apenas um mês.

Em paralelo, o Monstrath está em processo de agendamento de datas para maior divulgação do single supracitado. Para mais informações sobre como reservar uma data para qualquer cidade do país, basta entrar em contato através dos e-mails: contato@sanguefrioproducoes.com ou monstrath@gmail.com

Fonte: Sangue Frio Produções

Assista ao Videoclipe abaixo:

terça-feira, junho 27, 2017

Paulo Lisboa Anuncia Saída do Headhunter D.C.

Paulo Lisboa deixa o Headhunter D.C. após 30 anos.

O guitarrista e fundador do lendário Headhunter D.C., Paulo Lisboa, anunciou hoje através da página da banda no Facebook seu desligamento do grupo ao qual esteve à frente desde 1987, quando fundou a banda. Foram cinco álbuns gravados desde então, além de demos, EP, single, split e um álbum ao vivo lançado em 2016. O motivo principal do desligamento de Paulo foi a dificuldade em conciliar a banda com sua carreira profissional. Confira abaixo a nota divulgada hoje (27 de junho) por volta das 14:00:

"Venho através deste comunicado informar minha saída da banda Headhunter D.C., fundada por mim em maio de 1987. Foi realmente muito difícil para mim tomar tal decisão, mas chega uma hora que não dá mais como gerenciar tantas coisas em nossas vidas. Eu moro longe da capital onde a banda reside, trabalho como professor, municipal e estadual, em tempo integral, e não tenho mais como equacionar o meu trabalho com as atividades da banda. 
Sempre vou estar presente ao lado do grande Headhunter D.C. em sua imaculada e árdua trajetória, assim como sempre estive ao longo desses 30 anos de carreira, sem NUNCA, JAMAIS ter se rendido aos modismos e demais tendências que, infelizmente, têm infestado o Heavy Metal ao longo dos anos. O Headhunter D.C., nestes 30 anos de sólida carreira, sempre lutou em prol do verdadeiro e puro Death Metal, e assim continuará a lutar até o fim. 

Espero então, assim como vocês, fãs do Headhunter D.C., que a banda viva mais 30 anos para continuar disseminando o Metal da Morte nos quatro cantos da “terra e do inferno” de forma verdadeira e honesta, como sempre o fez. 
Enfim, muito obrigado a todos que têm acompanhado o Headhunter Death Cult ao longo destas três décadas ininterruptas de existência. Continuem apoiando o verdadeiro Death Metal Underground Nacional.
Death Metal Rules Forever... Headhunter D.C. Rules Forever… 666… !!!

Paulo Lisboa - Lisbon Tumullus"

Torture Squad: Novo Single e Turnê

As boas notícias não param de chegar para os fãs do Torture Squad Após anunciarem o título e a capa do novo álbum "Far Beyond Existence" e divulgarem o single "Cursed By Disease", a agência Restless Booking Agency anunciou uma sequência de 22 shows em 19 Estados e terá o apoio das bandas Warcursed, Reckoning Hour e Hatefulmurder. A turnê com as quatro bandas inicia-se no dia 17 de agosto em Sorocaba-SP e se encerra no dia 16 de setembro em Caçador-SC. 

Capa do Novo Álbum "Far Beyond Existence"

Ainda antes do início da turnê mencionada acima, o Torture Squad possui mais quatro datas confirmadas em sua página do Facebook. Dia 08 de julho em Caraguatatuba-SP, 15 de julho em Araraquara-SP, 22 de julho em Carangola-MG e 12 de agosto em São Paulo-SP. Esse último em um show com Project 46 e Krisiun. 

O novo álbum do Torture Squad deve ser lançado no dia 13 de julho no Brasil, Europa e Estados Unidos pelo selo Britânico Secret Service Records. O material está sendo gravado e produzido em São Paulo por Wagner Meirinho, Tiago Assolini (Loud Factory) e pela própria banda. A capa de "Far Beyond Existence" ficou a cargo de Rafael Tavares (Nervochaos, Immolation, Vulture, Cauterization, Queiron e outros).

Confira abaixo o flyer com as datas da turnê, divulgado pela Restless Booking Agency:

Flyer da turnê divulgado pela Restless Booking Agency

O novo single está disponível em diversas plataformas. Confira no link abaixo:

Para assistir ao Lyric Video, clique no link:

Parte dessa matéria foi obtida através do site metalmedia

segunda-feira, junho 26, 2017

::Resenha:: Ruins of Elysium - Seeds of Chaos And Serenity


Após o ótimo EP "Daphne", lançado em 2016, a banda Ruins of Elysium retorna pouco tempo depois com o seu principal registro até aqui. O épico "Seeds of Chaos And Serenity", seu primeiro álbum full-length. Com mudanças consideráveis na formação desde o lançamento do EP, este novo trabalho foi gerado por um trio. Vincenzo Avallone (guitarra e baixo), Icaro Ravelo (bateria e teclado) e Drake Chrisdensen (tenor). A capa traz uma arte linda e muito bem elaborada, com elementos muito interessantes, concebida pelo artista Wesley Souza. 

"Seeds of Chaos And Serenity" aborda diversos temas em suas letras, tais como astrologia, problemas sociais, a causa LGBT, games, cultura geek, etc. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

“Kama Sutra” dá início ao metal sinfônico com uma introdução tipicamente indiana, com o som de Sitar e vozes agudas que lentamente transformam-se em um heavy metal galopante e uma presença notável do teclado, como é de se esperar no estilo. Logo surge o maior diferencial da banda, a voz do tenor Drake, com um timbre vocal que complementa e se encaixa em um estilo tradicionalmente composto por vozes agudas e/ou femininas. A inserção de uma voz de música clássica não soa forçada e o resultado é muito bom. Ainda na faixa de abertura, há um interessante trabalho da cozinha, que lidera o ritmo, com quebras de tempo e trechos cadenciados.

“Shadow of The Colossus”, com quase nove minutos de duração é uma canção homônima ao jogo lançado em 2005. Abordando games em sua letra, a introdução da música parece até mesmo retirada de um jogo ou de um filme do estilo. Aqui a banda cede espaço para o vocal se destacar em um clima mais calmo. A música tem um início compassado para depois seguir com pedais duplos marcantes. Um ótimo trabalho dos vocais, onde Drake alcança notas mais altas e uma bela passagem dos teclados criando uma ponte para uma levada bem trabalhada e pesada.

“Serpentarius” é o single lançado este ano. Com bases de guitarra pesadas e um refrão marcante, possui também um ótimo solo de guitarra acompanhado de pedais duplos muito velozes e um coro que se destaca e fica na cabeça por muito tempo depois de ouvir o álbum.

Em seguida vem uma das faixas mais pesadas de todo o álbum, se não A mais pesada. “Beyond The Witching Hour” é uma música rápida, bem trabalhada e muito empolgante com riffs na linha heavy metal e que pegam na veia, acompanhados de uma bateria certeira e novamente notas altas do vocalista. Em um trecho mais lento da música, há um casamento muito interessante entre teclado, cordas e pedais duplos. Contrastando com esse momento, a bateria acelera, em um blast beat acompanhado de vocais mais agressivos e rasgados. Mais uma ótima composição do álbum.

“Iris” funciona como uma bela introdução para a faixa “Birth of a Goddess” que tem um começo muito interessante, atingindo um clímax logo no início e combinando muito com o tema “nascimento de uma deusa”, como uma trilha sonora. Destaque para um riff bem trabalhado e para o teclado que constrói uma atmosfera perfeita para a proposta da música. O vocal somado à cozinha também oferecem um resultado muito bom. A parte sinfônica, que é a essência da banda, fica muito evidente nesta faixa.

Finalizando o álbum, vem a tão comentada ‘faixa de 40 minutos’. Essa é a faixa título, “Seeds of Chaos And Serenity” que foi dividida em cinco faixas. Assim sendo, cada uma é como um “ato” que, unidas formam uma obra grandiosa sob os subtítulos “Crystal”, “Black Moon”, “Infinity”, “Dreams” e “Stars”. Certamente é o grande momento do trabalho como um todo. A Ruins of Elysium faz aqui, o uso de todos os elementos disponíveis, oferecendo uma incrível variedade musical, com uma alta dose de criatividade, tornando essa composição um material muito rico, completo, fugindo do óbvio em muitos momentos. É interessante ressaltar também que, mesmo sendo leais e mantendo a essência dos trabalhos anteriores, e apesar do pouco tempo desde o lançamento de “Daphne”, a banda demonstra uma notória evolução musical e criativa. A ótima interação entre banda e produtor é palpável nessas cinco faixas, explorando diversos momentos de acordo com cada necessidade. Velocidade, técnica, fôlego, experiência, paixão e alma. Tudo isso foi empregado neste trabalho. Seeds of Chaos And Serenity é um registro incrível de uma banda que está nitidamente fazendo o que gosta e depositando sangue, suor e lágrimas em um projeto que já deu certo. E muito.

Para ouvir o álbum, acesse uma das plataformas abaixo:

terça-feira, junho 06, 2017

Dysnomia Divulga Primeiro Videoclipe

O Dysnomia (Thrash/Death Metal de São Carlos-SP) acaba de divulgar seu primeiro videoclipe. A faixa escolhida para o trabalho foi a faixa-título de seu álbum lançado em 2016, "Proselyte". O clipe também introduz oficialmente o guitarrista Fabricio Pereira, que juntou-se à banda em meados de outubro do ano passado. 

A banda apresentou-se em sua cidade natal no último domingo (04 de junho) ao lado dos também são carlenses Heroes of War e aproveitou a oportunidade para divulgar o novo trabalho em primeira mão ao público local.

O vídeo de "Proselyte" foi produzido por Francis Fidélix e dirigido por Francis Fidélix e Luciano Moraes.

O álbum "Proselyte" está disponível nas seguintes plataformas:


quinta-feira, maio 11, 2017

Scalped Disponibiliza Novo Single Para Download


"Death Metal brutal de Belo Horizonte-MG". Essa é a maneira mais honesta de definir o som dessa banda. O single recém divulgado pelos mineiros do Scalped é uma patada violenta na cara. Intitulado "Chemical Empire", o som é o mais puro Death Metal, com um ótimo trabalho dos vocais grave e agudo que se completam e preenchem o ambiente com uma atmosfera animalesca. Riffs e solos despejados com técnica, velocidade e ódio e uma cozinha pra lá de pesada. Blast beats insanos do baterista, que conduz o tempo da música com precisão psicótica (parafraseando o Cannibal Corpse). "Chemical Empire" é o single do aguardado álbum Synchronicity of Autophagic Hedonism, previsto para o segundo semestre desse ano. O álbum contará com 11 músicas, tendo a competência das gravações o Estúdio Óxido com Thiago Prado, o Estúdio Roffer e a produção de Marcelo Roffer.

Com a palavra, a banda:

"A faixa aborda de forma crua, direta e de maneira honesta um relato sobre os grupos de ódio, o narcotráfico, o envenenamento agrícola, a eutanásia involuntária cotidiana, a escravidão democrática e governamental como um todo, a ilusão meritocrática, a depressão, os vícios legalizados e a ignorância como arma de controle em massa."

Os fãs podem ouvir online ou fazer o download do single nos links abaixo:

Ouvir online:

Download: 

quarta-feira, maio 10, 2017

::Resenha:: Hatefulmurder - Red Eyes


Se aproximando de uma década de agressividade sonora, o Hatefulmurder (Death/Thrash Metal do Rio de Janeiro-RJ) lançou em março deste ano, seu segundo álbum, intitulado "Red Eyes" através da gravadora inglesa Secret Service Records. O álbum foi gravado no Estúdio Casa do Mato na cidade natal da banda, mixado e masterizado pelo produtor João Milliet (Angra, Gloria e Raimundos) e é o primeiro álbum com a nova vocalista, Angélica Bastos. A capa, muito bem elaborada, apresenta um conceito muito interessante e até foge um pouco dos padrões do metal extremo, com um visual quase "clean". Fundo branco, com diversos elementos conhecidos da cultura dos homens, como adaptações do "Olho da Providência", "Homem Vitruviano", a Ouroboros, serpente que morde a própria cauda, dentre outras coisas. A arte ficou a cargo do grego Orge Kalodimas - Saketattoocrew. 

O trabalho conta com pouco mais de meia hora de pancadaria muito bem executada. "Silence Will Fall" já dá as caras distribuindo toda a qualidade das guitarras em um riff rápido, acompanhado por uma cozinha pesada. O vocal agudo e rasgado surge no nível certo de agressividade na interpretação da letra. O timbre da voz certamente é outro, mas a nova roupagem que a banda ganhou lhe caiu perfeitamente. 

A faixa-título do trabalho é também um dos maiores destaques, com um refrão cativante, que com certeza deve contar com a participação do público em um coro poderoso. Com arranjos galopantes, essa música segue mais na linha thrash metal, com pedais duplos e ótimas quebras de ritmos ditando o andamento da música. O guitarrista Renan Ribeiro aparece com backing vocals limpos, fazendo um contraste interessante com o gutural de Angélica. 

"Riot" também tem uma veia mais thrash metal, com a bateria certeira, trilhando um caminho rápido e pegado, onde a guitarra também se desloca em um riff muito metal e tradicional. O peso do baixo não passa despercebido, encorpando a composição. Mais uma vez a banda aposta em um refrão marcante. Até dá pra imaginar banda e público com os punhos erguidos cantando "Riot, Riot, Riot. Against it all..". Excelente faixa. Uma das melhores e mais empolgantes do CD.


"Time Enough At Last" presenteia o headbanger com o dobro da agressividade nas cordas vocais, pois ninguém mais, ninguém menos que Mayara Puertas, vocalista do Torture Squad, une-se ao Hatefulmurder para juntar duas incríveis vozes do metal nacional e o resultado não poderia ser nada menos do que excelente. Com uma das faixas mais "na cara" de todo o trabalho, sem tempo a perder, o metal é despejado em doses cavalares nos ouvidos dos fãs. Mais uma vez com um refrão marcante (que facilidade dessa banda em compor bons refrões). 

"My Battle" é, talvez a faixa mais diferente do restante do álbum. O peso, a velocidade e a agressividade, obviamente, estão presentes, mas há também passagens mais cadenciadas e uma presença mais notável dos vocais limpos, o que, provavelmente faz com que a faixa destoe um pouco das demais. Longe de ser algo negativo, a música é sim muito boa, com riffs bem construídos e uma presença de destaque para o baixo e seu peso.

Com levadas cadenciadas muito boas, "You're Being Watched" não deixa a peteca cair com trabalhos muito bons dos vocais e com uma bateria ora compassada, ora acelerada na medida certa. 

Fechando este, que certamente se destacará entre os melhores álbuns nacionais de 2017, a banda executa "Creature of Sorrow". Uma das músicas mais pesadas, onde todos parecem se empenhar nesse aspecto. Um vocal gutural dos mais hostis é apresentado aqui, bateria agredida sem misericórdia e guitarra e baixo entornando notas violentas. A música mostra também uma boa diversidade, já que possui momentos mais melódicos e virtuosos.

Produção musical e arte visual impecáveis, músicos entrosados, criativos e com sangue nos olhos, resultando em um trabalho incrível. "Red Eyes" é sem dúvidas um dos melhores álbuns de metal nacional composto nos últimos anos. 

Se ainda não ouviu, escolha abaixo uma das plataformas onde o petardo está disponível e se já ouviu, nunca é demais.

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